quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Poema Sáfico I



Feliz fico aqui ao teu lado e por ti suspiro e respiro!
Gozo o prazer de te sentir, próxima a mim, e te escutar.
Quando percebo prazer, num doce e safado sorriso seu, transpiro.
Nem Deuses, mesmo felizes, o podem igualar.

Então entre nós corre uma chama sutil de veia em veia,
Que se espalha pela minha e pela sua carne suave e bem fodida.
E nessa troca forte e bruta, ainda doce que minh’alma enleia
Eu sinto, áspera e vibrante, minha própria voz emudecida.

Nuvens densas, mas penetráveis enevoam meu olhar,
Mas nada mais ouço, vejo ou sinto, pois caio num langor supremo;
E afogueada, resfolego como égua, perdida e febril sem ar,
Enquanto o frêmito me abala e pela buceta quase morro, eu tremo.


domingo, 25 de setembro de 2016

Safismo


Duas fêmeas, duas a desejar uma a outra, duas bucetas, dois corpos que se aproximam, uma prevalece, Macha, indômita, julga-se empoderada, a outra aceita, e eis que, subreptícia, é esta que comanda, que determina, a mulher de sempre, que mede a avalia o pau de cinta da outra, que se dispõe a ser a possuída, a penetrada, com gosto, se vê, com trejeitos, se percebe, com graça, se excita, conduz como vagabunda a outra puta ao que deseja, e ambas se juntam numa só, um corpo que se enrosca em si mesmo, que se enovela e se destrincha em meio a gemidos, gritos e sussurros, palavrões e pedidos, xingamentos e possessões, entregas e tomadas, bucetas úmidas que se esfregam, coxas entrelaçadas. corpos indo e vindo, bocas se beijando, dedadas no cu e perdição total num mar de fluídos de pecado e de prazer, suores, salivas, cusparadas, babas e gozos imperdíveis.



sábado, 24 de setembro de 2016

Nua


Para todos, para meus putos, exibo-me à deriva de meus sentimentos mais vadios, transmuto-me na diva que não sou, transformo-me na modelo que já fui, visto aqui a carapuça da puta que sou, daquela que se expõe e se oferece, daquela que intima clientes e admiradores a fodê-la, que os coloca em seu lugar, que os explora e mortifica, que abusa de seu corpo e de sua mente, que os ridiculariza e os faz, depois de sessões sombrias, safadas, sacanas, muitas vezes violentas, voltar para casa com culpa, não da traição cometida, mas de ter demorado tanto para fazê-la. Eu sou o vício.Eu sou seu segredo, Sou a vida secreta, sou a puta escondida na mente de cada um.



quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Fragrância


Cheiro, odor, acre, ácido, fragrância de buceta, perfume de cú, oferta aos meus putos, permissão para usufruir de algo não imaginado, o prazer inenrarrável de sentir da Rainha o que nela há de mais recôndito, de mais secreto, mais safado e indecente, os olores íntimos do dia a dia, aquilo que as suas fêmeas recatadas não permitem, o cheiro agridoce de uma calcinha no fim do dia, a buceta ainda não lavada o cu ainda suado, tudo aquilo que um filho da puta burguês safado esconde em sua mente suja e canalha, e, por isso mesmo, criativa e prazerosa.



terça-feira, 20 de setembro de 2016

Tous les fétiches



Todos os seus fetiches, todas as suas taras, eu as domino, eu as controlo, eu as aplico, com vigor de fêmea dominante, com o ardor de mulher experiente, com a safadeza de puta despudorada, com a mestria de quem conhece e vive a grandeza do pensamento do Marquês indecente, do anti-burguês, da mente maior do esclarecimento libertário, das delícias que provêm da dor, dos sentimentos ímpios e sem limites que conduzem ao gozo absoluto, aos prazeres epicuristas que antecedem a dor geral, ao sofrimento que purifica tudo e resulta no perdão generalizado para todas as sodomias, para todas as chupadas, para todas as punhetas, um perdão pedido apenas a uma consciência intranquila, livre das culpas religiosas, plena e locupletada de taras imemoriais, aquelas que já se praticavam quando animalescos, rolávamos uns nos outros imersos em fluidos, babas, possessões e violações inauditas e sem perdão, até a desaparição da razão e a existência, pura, do prazer que nos motiva e nos faz gozar. Eu os acorrento, eu os chicoteio, eu os algemo, encadeio, me exibo, eu os punheto, controlo seu gozo, eu os impeço de gozar, eu lhes ordeno que gozem, eu os domino, eu os enrabo, inverto, meto em vocês, metem em mim, eu faço de todos, machos, fêmeas, meus súditos (in)felizes. Eu sou o vosso vício, a vossa droga. Viciados.

domingo, 18 de setembro de 2016

Poses



Pedidos atendidos, admiradores que me fotografam, muitos celulares, me transformam em troféu? Sim, permito, afinal para que me pagam? Exibo-me, a vontade, solta e avessa aos seus incentivos, não os necessito, me basto, sou suficiente em mim, em meu corpo gostoso, em minha mente devassa, em minha buceta e minhas axilas, na penugem que se espalha pelas minhas pernas, que se eriça de tesão quando alisada no contrapelo, que eu sinto arrepiar quando me imagino nos visores dos celulares dos putos que me admiram, que se submetem a meus desejos, que me presenteiam para isso, que me pedem o que lhes dou, visões de mim, poses provocantes, visões lânguidas de uma fêmea dominante, de uma Rainha possessa e possessiva, que os excita, endurece seus caralhos apenas através da simples e elementar exibição de um corpo magnífico, meu.



quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Intimidades: calcinhas



Peças íntimas, que não escondo, calcinhas vulgares, de vagabunda, aquela que excitam e estão na mente de todos os putos que me admiram, de todos os vagabundos que me espreita, de todos os machos que que me querem, de todos os invertidos que me exaltam, de todas as lésbicas que me adoram, de todas as esposas que, secretamente satisfaço, de todos os maridos para quem realizo as fantasias que não têm coragem de pedir às suas fêmeas, eu, a Rainha maldita e sem limites, a vagabunda majestosa e imperativa, aquela que mora na mente de todos aqueles que, em segredo, escondidos de suas famílias, de sua sociedade, apenas quando estão sós consigo mesmos, se locupletam me vendo, me apreciando e me comendo em suas mentes torpes, a mim submissas e pecaminosas.




domingo, 11 de setembro de 2016

Mais pelos ainda


Não me canso de, apaixonada por mim mesma, sáfica e narcisa Rainha, poderosa e bucetuda, peluda e indecente, exibir-me em esplendor, corpo cuidado que, no entanto, marca seu tempo pouco a pouco, me faz, ninfômana, (in)satisfeita, mostrar-me ainda no vigor na vitalidade de meu sexo e de minha personalidade imperiosa e dominante, sentindo a cada dia meus pelos mais hirsutos, como cadela de raça pura, descendente direta da licantropos de hirsuta pelagem, pela buceta, nas axilas, que se espalham pelas pernas como penugem sorrateira, que se instalam, crescentes em zonas erógenas subjacentes, entre o cu a e buceta, pedindo durante as sessões, em pleno gozo e desvario, línguas ágeis e flexíveis e caralhos duros e pulsantes que me façam gozar, molhar e grudar meus pelos com meu gozo e mais os fluidos de quem comigo se locupleta.




quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Mais pelos


Mais, mais em profusão, para todos e todas, para os "anormais" que, como eu, sentem na pele a aspereza doce dos tufos que se esfregam, que se excitam e ficam úmidos, que se enroscam e se arrastam como uma leve lixa que aplaina e satisfaz seus desejos estranhos, aqueles que nunca se revelam, que são realizados sem previsão, porém destinados, pois tinham de acontecer quando uma buceta peluda se mostra, quando uma axila cabeluda se revela, quando uma fêmea real se mostra, altiva e animalesca, pedante e dominante, quando, através de seu corpo, ela prevalece nas fodas, nas dominações e, mesmo nas submissões, predomina sobre tudo e sobre todos em atos fulgurantes e intrépidos de sexo sem limites ou concessões, a mulher Rainha que sente sua buceta arder, seus mamilos se eriçarem seu cu solicitar ações, sua boca pedir beijos, línguas e caralhos duros e pulsantes.



quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Pelos


Cultivo-os, pelos pelo corpo de fêmea, não para todos, escolhidos e selecionados, subordinados aos meus ditames, submissos aos meus desejos, orgulhosos de me pertencerem ávidos por sentirem em seus próprios corpos a leve aspereza de meus pelos, a suave acidez de minha pele, tratada e elaborada para excitar e se empoderar diante de machos e fêmeas servis, que deliram ao contado de minha buceta cabeluda, que se comprazem em minhas axilas de penugem que sentem e gozam em sua pernas os leves pelos que se esfregam, conduzo todos ao prazer, levo-os, indiscriminados, ao gozo em meu corpo, e deliro ao sentir seus fluídos se espelhando como um jato quente ou uma pequena onda de mar calmo que escorre viscosa e indecente, safada, pelo meu corpo apaixonante e seca melando meus pelos, tornando-se zona hirsuta pronta para novos prazeres.