quinta-feira, 27 de abril de 2017

Oferenda III - fetiches



Tudo ofereço e nada nego, Pandora sou, criada por deuses, 
Tudo tiro, tudo possuo, Mito sou, tudo prometo;
Criada fui, para agradar os homens, vivo tantas vezes,
Quantos os machos que uso e agrado e por fim submeto.

Fetiche me tornei pela beleza insana, despudor indecente,
Sublime sou quando na cama, exibo meu corpo divino,
Realçado por mim, por teus olhares, por tua cobiça latente,
Pela vontade sacana que tens de me foder sem tino.

Vem canalha, humilha-te, sem motivo qualquer pede perdão, 
Geme elogios para tua inspiração, para tua cadela louca,
Solicita, meu puto, que me satisfaça em você sem coração.

Rasteja insignificância, pede que eu abra a minha caixa, 
Demanda minhas maldades vadio, tua paixão é sempre pouca,
Pois eu a nego a você, vagabundo, quando a mim tanto se rebaixa.







2 comentários:

  1. Muito bela e bem tesuda :) Poema intendo cheio de tesão :)

    Bjocas

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  2. Menina, que poema excitante, tesão puro, parabéns!

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