sábado, 29 de abril de 2017

Oferenda IV - fetiches



Nada sou em tudo me transformo para meus caprichos,
Tudo posso e nada me impede quando tesuda estou,
Aposso-me, domino e triunfo sobre fêmeas e machos,
Gozo, sou fodida, fodo, sou comida, eu tudo dou.

Tudo sou, nada significo, quando minha mente,
Louca e imaginista, me faz dona de mim ensandecida,
Lança-me sobre uns e sob outros alucinadamente,
Transversa, oblíqua, ao pau ou buceta oferecida.

Toma de mim a posse ou te oferece a minha sina,
De narcisa e ninfa, insultuosa e voluptuosa companhia,
Travo-te nas coxas, faço de tua pica minha inquilina.

Goza e esporra, fora de mim filho da puta sequioso
Espalha em mim esperma farto, denso em demasia,
Quero teu frescor quente sobre meu corpo desejoso.



3 comentários:

  1. Intenso..Excitante... Desafiador... Maravilhoso. Parabéns

    Beijoos

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  2. Hummmmmmmmmm mas que bela oferenda. Bem tesuda. Linda ;-)

    Bjos

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  3. Tesuda ao máximo e o poema super excitante, ao lê-lo as fantasias surgem abundantemente, abraços!

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